O Vilankulo FC, que se encontra a estagiar na África do Sul, acaba de estabelecer uma parceria com o Jomo Cosmos, tendo de imediato ficado a possibilidade de a formação sul-africana efectuar algumas partidas amigáveis naquela vila inhambanense, antes do início do Moçambola-2012.
Jomo Sono, proprietário do Jomo Cosmos, onde actuou Tico-Tico durante a sua longa carreira na terra do rand, manifestou interesse em estabelecer relações de amizade e de cooperação com o Vilankulo FC, depois de considerar impressionantes os métodos da sua gestão e organização.
O Vilankulo FC quebrou o ciclo de seis jogos sem ganhar, ao derrotar na tarde de ontem o Ferroviário da Beira por duas bolas sem resposta.
Com esta vitória, a primeira na era de Chiquinho Conde, o Vilankulo soma 29 pontos na tabela classificativa e está a um ponto da manutenção na prova máxima do futebol nacional do próximo ano.
O jogo de ontem começou com Vilankulo a empurrar o adversário para o seu meio terreno demonstrando claramente as intenções de arrumar as coisas ainda cedo. O Ferroviário da Beira não cruzou os braços, tentou controlar o jogo no meio campo, partindo para o ataque pelas alas, uma intenção que se demonstrou ainda cedo bastante ineficaz devido à grande pressão que o Vilankulo FC exerceu.
A jogar em casa, o Maxaquene entrou pressionante, procurando fechar as linhas de passe do Vilankulo. Acercava-se da área adversária com algum à-vontade, mas pecava na hora de fazer o passe de “morte”. Pedia-se que à entrada da grande área fosse mais dinâmico a trocar a bola e não o fizesse de forma denunciada, pois dava para perceber que, se metesse o pé no acelerador, a defesa contrária teria muitas dificuldades para fazer face ao repentismo de Reginaldo e Manuelito, até porque os “centrais” do Vilankulo denotavam alguma insegurança.
As fragilidades da defensiva visitante ficaram evidentes aos 22 minutos, quando, numa jogada em que Ali tinha a bola controlada, permitiu que Manuelito ganhasse posição e ficasse em posição privilegiada para marcar, valendo a atenção de Jaimito.
O VILANKULO FC está a fazer uma autêntica travessia do deserto. Não ganha há cinco jogos, sendo seis para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique/mcel. A última vitória dos “marlins” foi frente ao Ferroviário do Maputo e depois seguiram-se derrotas frente ao Ferroviário de Nampula, Desportivo, Matchedje e ontem diante do Chingale, além da eliminação da Taça de Moçambique/mcel, também no seu reduto pelos “locomotivas” da capital do país.
No jogo do último sábado os comandados de Chiquinho Conde simplesmente andaram com azar, se não mesmo falta de sorte. Sete pontapés de canto, oito remates e um penalte, tudo na primeira parte. E nada deste caudal ofensivo que marcou a diferença entre os dois intervenientes surtiu os efeitos desejados pela banda dos anfitriões.
O Matchedje venceu o Vilankulo FC, por 2-1, em jogo realizado no domingo passado, no campo do Maxaquene (Machava) em Maputo, pontuável para mais uma jornada do Moçambola.
O Vilankulo, agora treinado por Chiquinho Conde, entrou a pressionar em todo o terreno, com Matlombe e Tenday mais perigosos, principalmente no momento do remate. Mas a pontaria esteve muito desafinada.
Por várias vezes, mesmo sem precisar de empreender grande velocidade, a equipa de Chiquinho Conde esteve à beira de marcar, quando, aos minutos 10 e 22, Tenday e Jossias falharam o alvo numa altura em que o público se preparava para festejar.
TAÇA DE MOÇAMBIQUE /MCEL
VILANKULO foi eliminado da Taça de Moçambique/mcel ao perder último sábado em casa frente ao Ferroviário de Maputo por cinco bolas a três. O resultado foi conseguido na marcação de grandes penalidades depois de ter terminado o período regulamentar e o prolongamento com empate sem abertura de contagem.
Na lotaria dos penaltes, os comandados de Nacir Armando converteram todos por intermédio de Wisk, Edgar, Sonito, Zabula e Cissoco. Pela banda dos anfitriões, Tenday, Mathombe e Bila atingiram o alvo e Sadique permitiu a defesa de Pinto que foi chamado a cinco minutos da final da partida rendendo Mohamed que defendeu o jogo durante 118 minutos.
O DESPORTIVO venceu, pela primeira vez na história do Moçambola, o Vilankulo FC, num jogo em que a rapaziada de Augusto Matine puxou pelo o seu potencial para conquistar os três pontos.
Os golos “alvi-negros” foram todos marcados na segunda parte, período em que a equipa sacudiu a pressão dos donos da casa, com um futebol bem elaborado e em que a tripla Isac/Gregório/Jojó quebrou e confundiu a rija defensiva dos “marlins”.
O primeiro tento do Vilankulo foi marcado de penalte, por Tendai, aos 25 minutos, a castigar uma mão de Zainadine Jr. Este golo poderá ter servido de balão de oxigénio para os “bebés” de Matine, pois, na segunda parte, entraram desinibidos, tiraram da cabeça de que estavam fora de portas e demonstraram a sua capacidade de saber tratar o esférico.
Num jogo em que só a vitória é que contava para o Vilankulo FC respirar de alívio na tabela classificativa e poder melhorar a posição do ano passado, “os marlins” deram tudo o que tinham dentro das quatro linhas para furar a baliza do Atlético, algo que só aconteceu no último segundo do jogo num momento de inspiração do Félio.
O Vilankulo FC entrou a pressionar e logo aos 2 minutos a bola já batia no poste da baliza do Atlético. Os adeptos cantavam o golo mas este demorou a aparecer.
Um jogo de tudo ou nada para as duas equipas dadas as suas posições na tabela, sobretudo para os locais que neste momento são os primeiros debaixo para cima, ou seja, ‘’lanterna’’ vermelha.
O jogo teve um arranca impressionante, com 3 golos em 15 minutos, onde o Vilankulo FC apareceu a marcar por Bush aos 7 minutos a um passe de Tendai depois de um cruzamento de Belo e em seguida foi a vez de Gitinho elevar para 2-0 também após um passe do avançado zimbabweano do Vilankulo Futebol Clube Tendai.
Quatro minutos depois o Sporting reduziu por Dulinho (Abdul) através de uma grande penalidade a castigar uma mão de Sadique na área. Dulinho está em finais de contrato com o Sporting e tudo indica que na próxima temporada poderá rumar ao Vilankulo Futebol Clube.
O Ferroviário de Nampula que ia com a lição bem estudada sobretudo pela façanha que a equipa da casa cometera no pretérito fim-de-semana ao surpreender o Ferroviário de Maputo em sua própria casa, cedo ainda quis controlar o jogo, mas foi o Vilankulo que, com galões de tomba-gigantes em Maputo, entrou a pressionar sem no entanto criar perigo na baliza.
Todavia, aos três minutos cheirou golo na baliza de Jaimito, num lance aparentemente inofensivo. A bola pára nos pés de Zuma que com o pé esquerdo rematou para a base do poste. A seguir foi o Vilankulo que tentou assediar a baliza do Ferroviário de Nampula, com trocas constantes de bola entre Bila, Belolo Tendai e Mathombe, mas que não chegava a Sergito em condições. Terminava o primeiro tempo.