Vilankulo FC 0 - Chingale Tete 1

O VILANKULO FC está a fazer uma autêntica travessia do deserto. Não ganha há cinco jogos, sendo seis para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique/mcel. A última vitória dos “marlins” foi frente ao Ferroviário do Maputo e depois seguiram-se derrotas frente ao Ferroviário de Nampula, Desportivo, Matchedje e ontem diante do Chingale, além da eliminação da Taça de Moçambique/mcel, também no seu reduto pelos “locomotivas” da capital do país.

No jogo do último sábado os comandados de Chiquinho Conde simplesmente andaram com azar, se não mesmo falta de sorte. Sete pontapés de canto, oito remates e um penalte, tudo na primeira parte. E nada deste caudal ofensivo que marcou a diferença entre os dois intervenientes surtiu os efeitos desejados pela banda dos anfitriões.

Ao longo do primeiro tempo só faltou um sofá para Jaimito, até para ler jornal, porque o Chingale jogou muito longe da área. Sérgio Faife, que já adivinhava muitas dificuldades que ia encontrar naquele que até há bem pouco tempo era tido como terreno bastante complicado para os adversários, montou uma equipa bastante defensiva, atacando quando fosse possível. Terminou a primeira parte sem rematar uma vez sequer.

Na segunda parte Faife mudou o esquema táctico. Ordenou os seus pupilos para esticarem a frente ofensiva, explorando espaços vazios, já que Chiquinho Conde queria chegar ao golo a todo custo. O Vilankulo entrou com a mesma disposição, garra, pressão sobre o homem com a bola, trocas constantes dos jogadores com ou sem o esférico. Por acaso, Chiquinho está a introduzir uma nova filosofia em Vilankulo, mau grado não conseguir atinar com a baliza.

Vilankulo dispôs de maior quinhão de oportunidades. Nesta segunda parte, além de mais um penalte não assinalado pela equipa de arbitragem, Vilankulo ainda teve uma bola devolvida pela trave, para além de uma “tonelada” de oportunidades flagrantes de golos não concretizados.

Como se costuma dizer, quem não marca sofre, Faife, que esteve atento a tudo quanto acontecia, até à actuação do árbitro, foi um dos protagonistas da agressão ao árbitro no penalte assinalado contra a sua equipa, na sua primeira mexida da equipa. Mauro, que rendeu Alone e no seu primeiro toque, num erro clamoroso de Sadique, no centro da defesa, descobriu um buraco, atirou a contar. Era um autêntico balde de água fria para a turma da casa.

Chiquinho jogou tudo o que tinha, dentro e fora do campo, só não mandou Jaimito auxiliar a defesa, pois todos receberam ordens para bombardear a área, incluindo Bila, que até apareceu várias vezes na pequena área mas sempre a falhar o alvo.

O jogo terminou com a vitória do Chingale, e foi caracterizado por muitas paragens devido aos protestos da turma visitante.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Paiva Dias; Francisco Machel e Bento Chingerinao. Quarto árbitro, Henriques Guichengue.

Vilankulo FC: Jaimito; Félio, Ali Cadre, Tcharles, Bila, Sadique, Belo (Eurico), Sergito (Ivo) Jossias, Tendai e Getinho (Goncalves)

Chingale: Joaquim; Luís, Fred, Elísio, Toni, Ernesto, Maurício (Alex), Manecas, Hilário, Magaba (Norito), Alon (Mauro).
Golo: Mauro, aos 75 minutos.

Acção disciplinar: “Amarelos” para Fred, Elísio, Ernesto, Manecas e Hilário, todos do Chingale.

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